segunda-feira, 28 de outubro de 2013

S2: Um olhar em nossa cultura e cidadania: Cultura capixaba e sua influência em nós, cidadãos.


     Espírito Santo, território do sudeste com seus aproximados 46 077,519 km² e abarcado de traços culturais diversos. Podemos enxergar o Espírito Santo como sendo uma grande colcha de retalhos multicolorido, e se permitem os neologismos, ''culticolorido'' também. Italianos, alemães, libaneses e outros, junto claramente com nossa herança afro, tornam o estado diversificado, mas com sua peculiar homogeneidade. Vamos então dar uma revisão em nosso acervo cultural:


Culinária

Torta capixaba

     Com um passado ligado principalmente como atividades como a pesca e outros, nossos pratos levam a cara de nossos conterrâneos pois eles mesclam um pequeno fragmento da influência destas sociedades em nosso território. A nossa torta capixaba e a famosa moqueca são um dos principais representantes do campo culinário capixaba. A torta capixaba é composta principalmente de frutos do mar ( siri, camarão, sururu...), bacalhau e palmito. Já a moqueca trata-se de um cozido sem água, composto com vegetais e frutos do mar, mas lembre-se, moqueca capixaba genuína não leva azeite de dendê e nem leite de cocô. 
     Além disso, nota-se na imagem que o prato é servido dentro de uma panela negra feita de barro. Todos estes recipientes são de origem artesanal e sem as nossas paneleiras de Goiabeiras elas não viriam á luz. Suas origens remontam ao período dos indígenas que habitavam o litoral espirito-santense e hoje faz parte do sustento da família de muitas e muitas mulheres. Enfim, nossos pratos e o trabalho artesanal tem vida e sabor e são artefatos de importância para nós como parte de nossa cultura.
     Partindo da culinária, seguimos para nossas principais manifestações culturais:

Dança e folclore
Casacas
     Com a repetição, é possível fixar com muito mais veemência: Somos multifacetados! E nossa influência primitiva são a dos indígenas do qual assimilamos crenças, costumes, linguagens, um exemplo é o nosso banho rotineiro, no costume de usar adornos e até na forma como as mulheres amamentam os filhos. Os colonizadores começaram a instaurar-se e a usar de toda esta cultura para assim dominá-los, chegando a criar uma língua(nheengatu) usada por padres e missionários nas aldeias. Obviamente que também não poderia deixar de lado nosso lado negro, os africanos que desembarcaram na ilha trouxeram de si também todas as suas criações culturais. Seus sofrimentos e lutas o marcaram na história e hoje são sempre lembrados como sendo vencedores de uma era de opressão e desprezo.
     Deles podemos citar o congo, uma manifestação folclórica de cunho exclusivamente africano, onde há uso de instrumentos de percussão( como a casaca mostrada na imagem) juntamente com tambores, em celebração aos deuses. Atualmente celebram a Nossa Senhora e São Benedito. A ''Puxada'' trata-se de um ensaio ou peça do congo, sendo a manifestação geralmente realizada nas regiões da Serra, Vila Velha e Fundão, nas festas de São Benedito e São Sebastião.
     O Caxambu é outra manifestação de cunho africano também em que os instrumentos principais tratam-se de tambores, o uso de uma fogueira também é indispensável o uso do canto e da expressão corporal também unem-se para criar um manifesto que mescla elementos da macumba.
     O ''Reis-de-bois'' trata-se da representação do nascimento do menino jesus em que os reis magos foram o adorar, regido por sanfonas e pandeiros, mostra a morte e a ressurreição do tal boi.
     Logicamente a lista é muito extensa de outros tipos de manifestações, citamos apenas uma pequena parte dela para demonstração de nossas influências.
     Partindo de um âmbito folclórico, seguiremos para uma âmbito mais espiritual:

Religião no Espírito Santo
Convento da Penha
         Catolicismo, Budismo e crenças africanas... Um balaio de religiões todas elas espalhadas aqui. 
     A herança católica fora transportadas a nós desde os tempos coloniais, quando os colonizadores portugueses desembarcaram nesta terra no dia do Divino Espírito Santo. O monumento exposto na imagem, trata-se representa muito bem o que estamos falando. O frei espanhol Pedro Palácios ficou encarregado de construir uma capela no alto do morro da penha, ele então mandou que enviassem uma imagem de Nossa Senhora frei este que morava em uma gruta aos pés do palácio, quando o referido quadro estranhamente tendeu a aparecer subitamente no alto do morro onde logo após fora erguido a capela. Hoje ele é tombado como patrimônio histórico nacional.
     Portamos também um mosteiro em Ibiraçu, erguido pelos idos de 1974, que é alvo de muitos visitantes que buscam contato com uma tranquilidade ou com os aspectos da religião em si.
     Com o candomblé e outros fica novamente expostos que os tempos de escravidão marcaram-nos, mesmo hoje sendo as religiões africanas vistas com maus olhos por muitos, sendo que estes muito não percebem que suas religiões rotineiras estão carregadas com traços destas crenças da África. Uma curiosidade é o caso da Macumba: Ela pode tanto designar ritos sincréticos africanos, como também um instrumento de percussão semelhante a nossa casaca. Isso tudo auxilia na percepção do descaso e preconceitos que assemelham ser intermináveis até hoje, época nomeada '' livre''.

Tudo bem, mas o que tudo isso tem a ver com ser cidadão?
Responderei algo sucinto e claro para que não haja muito cansaço visual: Todas as sociedades criam e possuem seus costumes, modos e hábitos. Sendo cidadão de uma determinada sociedade, ficam como sendo seu papel pertencer também a este circulo. Não afirmo eu que se você não comer moqueca todos os dias ou não tocar casaca te fará excluído de uma sociedade. O que realmente declaro que tudo isso auxilia na construção de sua identidade como um parte do grupo, te distingue e te diferencia, te faz ser cidadão detentor de sua cultura.

FONTES: - es.gov.com.br
- folclorecapixaba.org.br
- culturacapixaba.com
- wikipédia :)
     

domingo, 20 de outubro de 2013

S1: Cultura e Cidadania - Uma breve introdução

     Partindo do pressuposto que nós, seres incluídos em sociedade, também sendo seres sociáveis, há um grande dilema de quando nós realmente nos tornamos genuínos cidadãos. Pelo conceito semântico, o cidadão possui tanto direitos quanto deveres dentro do espaço social. Direitos á saúde, moradia, lazer assim como deveres de cumprir com a lei, executar o direito da democracia etc. E sendo nós cidadãos ou não, o que podemos questionar é como a cultura esta encaixada neste conceito e qual a importância dela para nós como tais cidadãos. Ora, pois a cultura não se resumi em apenas ir ao teatro ou cinema, não é mais nada do que tudo que é concebido das mãos de nós, Homo Sapiens. Como bem afirmado, nós como cidadãos temos deveres e direitos. Poderiam estar incluídos direito a cultura e dever de estar em contato com cultura?
Cultura renova, liberta e embriaga, o que pode com certeza acontecer e bem recomendado é de fato para nós dentro do circulo social. É um casamento perfeito, em que ambos devem estarem expostos explicitamente com suas formas e importâncias. O fato é que de um, a cidadania, é quase sempre inescapável, no entanto com a cultura, podemos sim evitá-la mesmo estando flutuando sobre ela, podemos nos fazer de desentendidos dela ou até mesmo desconhece-la. Talvez quando o curso do rio deixar de ser dividido e cultura e cidadania realmente caminharem  juntas SEMPRE, nós seres seremos muito mais desenvolvidos como pessoa e nosso papel na sociedade será realizado com muito mais maestria.